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terça-feira, 19 de abril de 2016

Download de livros na área de Ciências Contábeis


Neste blog tem a opção de fazer Download de alguns livros de contabilidade.

É um blog bastante interessante e vale a pena conferir!


quarta-feira, 23 de abril de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014

Profissional de contabilidade , profissional do futuro?

Por: Marcos Antonio Martins
Já algum tempo ouvimos dizer que a contabilidade é a bola da vez das profissões, o que ganhou forças com as Leis 11.638/07 e 11.941/09. 
Na busca da convergência da contabilidade brasileira com as praticadas internacionalmente o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) emitiu seus pronunciamentos (hoje em numero de 43) de acordo com as interpretações de normas emitidas pelo IASB (International  Accouting Standards Board), os quais foram regulados pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade). 
Esses pronunciamentos e normas alcançam as grandes empresas S/A reguladas pela CVM (Comissão de Valore Mobiliários), aquelas que necessitam prestar contas à um órgão público e as Ltda a que auferirem Receitas superiores a R$ 300 milhões ou que no ano anterior tenha em seu Patrimônio Líquido a quantia de R$ 240 milhões. 
Por sua vez as pequenas e médias empresas não ficaram de fora, pois o próprio CPC emitiu um pronunciamento específico (CPC PME) que obriga essas empresas também à adequação das normas internacionais de contabilidade.
Para que se possa por tudo isso em prática, a figura do contador passa a ter um papel fundamental nesta transição e aliado com muito trabalho e estudo serão peças chaves na vida de muitas entidades. Então podemos dizer que chegou a vez da tão esperada hora do profissional de contabilidade? Será que nós profissionais de contabilidade estamos preparados?

Hoje no Brasil contamos com muitos bons profissionais na área contábil,empresas especializadas, órgãos de classe organizados, e um campo de atuação vasto. Mas traçando um paralelo com a riqueza hoje no Brasil, que está concentrada na mãos de poucos, esses bons profissionais também podemos aqui dizer são a “burguesia”  em meio aos *414.817 profissionais registrados . 
Pois poucos tem como visão a educação continuada, e não se importam em aprimorar seus conhecimentos contábeis e sim somente se preocupam em atender a legislação e o fisco, se tornando desta forma meros correspondentes do fisco.

Na sociedade empresária, a figura do contador ainda se assemelha muito com a figura do “guarda livros”, e não reconhecem a importância da informação contábil no contexto e na tomada de suas decisões frente à seus negócios, considerando os serviços contábeis meramente como despesas. 
Já a classe dos contadores em vez de lutar, se unir e reinvidicar seu papel no mundo empresarial, apenas se conformam em exercer suas atividades da forma mais simplória possível, onde bater guias e elaborar folhas de pagamentos são as atribuições principais em seus escritórios, e muitas vezes essas atividades exercidas por funcionários despreparados ou estagiários, por representar um menor custo, com isso podendo angariar o maior numero de clientes possível à um preço extremamente baixo.

Neste contexto, onde os empresários não tem interesse em informações exatas e com qualidade, onde os contadores não prezam pelo estudo e uma educação continuada, onde os escritórios contábeis tem cada vez mais clientes com honorários baixíssimos não valorizando sua profissão, e tornando a concorrência desleal, o que se ouvia à tempos atrás de que o contador é a profissão do futuro, e que hoje se fala a mesma coisa, a pergunta que fica no ar é Será?
Na contramão de tudo isso, ainda temos o fisco que cada vez aperta mais o contribuinte, exigindo inúmeras e absurdas obrigações acessórias, temos também a convergência com as normas internacionais, o que vai exigir muito dos contadores, mas os contadores estão preparados para isso, vamos mais além os empresários estão preparados para isso?
Quantos escritórios de contabilidade e seus profissionais elaboram ou elaborarão os livros e demonstrativos contábeis que trazem os CPC’s, inclusive e principalmente as pequenas empresas? Quais os contadores fazem ou vão fazer a DFC, o DVA ou DRAT? Os empresários pagam ou vão pagar por isso? Muitas dúvidas surgem nesta época onde os rumos contábeis estão em meio a transformações.
E como citado no inicio, o profissional de contabilidade é a bola da vez? Para alguns sim, e com certeza vão tirar muito proveito disso e para outros não, pois não conseguirão acompanhar todas essas mudanças, pois estão em seus escritórios batendo guias e fazendo folha de pagamentos e oferecendo preços cada vez mais baixos em vez de qualidade nos serviços.

O CFC, está tentando reverter algumas destas situações, como no caso da recente LEI 12.249/2010, a qual institui a obrigatoriedade do exame de suficiência aos novos bacharéis que forem solicitar o seu cadastro nos CRC’s, o qual poderia se estender em uma espécie de exames periódicos aos contadores já inscritos, de forma que todos deveriam comprovar a habilidade e que estão aptos a exercer suas atividades, retirando assim do mercado os profissionais que ficaram de alguma forma obsoletos. 
Assim teríamos mais qualidades nos profissionais e com certeza agregaria muito mais valor aos serviços prestados, e a sociedade passaria ver com bons olhos a figura do contador o “profissional do futuro”.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mulher Contabilista


I Encontro Nacional da Mulher Contabilista, que ocorreu, no ano de 1991, na cidade do Rio de Janeiro, junto com a 43ª Convenção dos Contabilistas do Estado do Rio de Janeiro, foi o marco para que milhares de mulheres contabilistas pudessem levar adiante o objetivo de promover o aprimoramento técnico-cultural, por meio de ações de incentivo a uma maior participação das contabilistas na vida social e política do País.


Vale ressaltar que o projeto "Mulher Contabilista", fundamentalmente, destaca o papel e a importância da mulher no contexto social, além de impulsioná-las ao empreendedorismo. No ano de 1992, foi realizado na cidade de Salvador (BA), o II Encontro, que, com um número mais expressivo de participantes, definiu metas e estratégias para o papel da profissional. Em 1999, Maceió (AL), o III Encontro da Mulher ganhou força e despertou a atenção das profissionais da categoria.

A expressão maior do Projeto aconteceria, no IV Encontro, em 2003, em Belo Horizonte (MG). Naquela ocasião, personalidades da política e do meio artístico, como a senadora Heloísa Helena e a atriz da Rede Globo de Televisão Eliane Giardini prestigiaram o evento e discutiram o papel da mulher na sociedade. Durante três dias, questões como a desigualdade nos salários, a jornada múltipla e a competitividade foram debatidos entre as participantes.

Mas foi no V Encontro, realizado em Aracaju (SE), que mais de 1,3 mil contabilistas discutiram e definiram assuntos que iam desde políticas públicas a qualidade de vida. A abertura oficial do evento aconteceu no dia 19 de maio de 2005, no Teatro Tobias Barreto. O ex-presidente do CFC, José Martonio Alves Coelho e outras personalidades da classe contábil compuseram a mesa de honra. Em seu discurso, o ex-presidente deixou sua marca. "Acabou-se o tempo em que nós, homens, caminhávamos à frente das mulheres. Descobrimos que temos que tê-las ao nosso lado para que, juntos, possamos construir um País mais igualitário, mais justo e socialmente mais feliz".

O VI Encontro Nacional da Mulher Contabilista realizado de 7 a 9 de junho de 2007 em Florianópolis, superou todas as expectativas. O número de inscritos somou 2.103 participantes, lotando o auditório do Centrosul. Foram três dias de intensa atividade, incluindo várias palestras técnicas, talk show, peça de teatro e duas noites de confraternização.

O VII Encontro Nacional da Mulher Contabilista, realizado de 7 a 9 de maio de 2009, em Vitória-ES teve como lema: "A força da união: ação, conquista e vitória!" A programação foi composta por painéis e palestras de especialistas de renome nacional, além de momentos para o entrosamento e a descontração, com peça de teatro e festa temática.

Em 2011 a oitava edição do evento foi realizada de 19 a 21 de maio em Caldas Novas-GO e teve como lema : Mulher: conhecimento, Criatividade e Leveza. Contou com palestrantes renomados como o Maestro João Carlos Martins e o Técnico da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, José Roberto Guimarães. E teve como destaque o consagrado talk show O preço das conquistas, conduzido pela jornalista Renata Ceribeli.

Para 2013 e 2015 as sedes serão Santos-SP - à bordo de um luxuoso transatlântico; e Foz do Iguaçu, respectivamente.

Hoje as mulheres representam 41% dos profissionais da Contabilidade. Ao todo, são cerca de 201.367* mulheres contabilistas em plena atividade.

* Dados referentes a setembro de 2010

terça-feira, 4 de outubro de 2011

IFRS é linguagem universal


Do mesmo modo como acontece nas mais diferentes áreas, na Contabilidade a globalização também estabelece uma série de adequações, tendo em vista a busca de padrões e práticas. - Hoje numerosos países têm projetos oficiais de convergência das normas contábeis locais para as normas internacionais de contabilidade conhecidas como International Financial Reporting Standards (IFRS), inclusive o Brasil.

Bacharel em Ciências Contábeis com mais de 30 anos de atuação no setor, o sócio de auditoria da BDO RCS e professor de Contabilidade Internacional da Fundação Santo André, Jairo da Rocha Soares, é um entusiasta do assunto. "A contabilidade internacional é um tema fascinante, objeto de discussões permanentes na Fundação", diz Soares que também leciona nas faculdades Costa Braga e FMU e pós-graduação na Universidade Metodista.

O executivo ressalta que da mesma forma como os negócios desenvolveram dimensões internacionais ao longo da história, a contabilidade também se desenvolveu. Como exemplo, citou o crescimento do comércio internacional na Itália no fim da Idade Média (e o desejo do governo de encontrar uma maneira de cobrar impostos pelas transações comerciais) que levou à criação da escrituração contábil de partida dobrada, surgida em Veneza em 1942.

Nos idos de 1870, diante do crescente desenvolvimento das atividades comerciais, o império britânico constatou a necessidade de administrar e controlar as empresas nas colônias, por meio da revisão e verificação dos registros. Assim surgiu a profissão contábil pública organizada na Escócia e na Inglaterra. Desde então, há uma interação mútua entre auditores e consultores a fim de obter procedimentos e técnicas contábeis que permitam a revisão e o relato de demonstrações financeiras.

Desconhecida até o início dos anos 90, a Internet hoje é indispensável para a obtenção de informações financeiras internacionais. Além disso, o desenvolvimento das áreas de telecomunicação e informática possibilita que as informações sejam registradas, transmitidas e revisadas com velocidade e precisão inimagináveis anos atrás.

A contabilidade não atende somente aos interesses de gerentes e proprietários. Governos, grupos de consumidores e de mão de obra, ambientalistas e outros ativistas sociais e credores têm interesse nas atividades comerciais e precisam também ter acesso a dados financeiros precisos. "O crescimento explosivo de transações internacionais e o rápido aumento de companhias que buscam capital em mercados estrangeiros fizeram dos problemas contábeis internacionais um fato comum na vida das pessoas", destaca Soares.

China, abertura positiva

A China, por exemplo, é um importante personagem quando o assunto é contabilidade global. O professor Jairo da Rocha Soares lembra que no início de 2006 o Ministério das Finanças propôs um novo sistema de normas contábeis para empresas. Foram emitidos 39 pronunciamentos, conhecidos como Accounting Standard for Business Enterprises. "Enquanto o sistema antigo tinha como peça central a receita, os novos padrões introduzem o conceito da mensuração pelo valor justo, o que significa um relatório financeiro baseado mais no balanço patrimonial, assemelhado aos IFRS e absorvendo experiências dos países desenvolvidos. No entanto, isto não deve ser entendido apenas como uma reprodução dos IFRS, já que as características econômicas do país, em estágio de transformação, foram levadas em consideração", analisa.

Atingir a convergência das normas contábeis é mais do que um passo à frente para tornar a cadeia das informações contábeis mais eficiente e garantir que, futuramente, haja uma melhora geral da contabilidade e da auditoria na China. Tal convergência, efetivada em 1º de janeiro de 2007, contribuiu para promover uma reforma nas relações de negócios. As medidas ajudaram a garantir uma abertura positiva para a China, desenvolveram o mercado de capitais e criaram um modelo de competitividade internacional das empresas locais.

Países se diferenciam em conceitos culturais, economia, sistema legal, regulamentação, e competência dos profissionais da contabilidade. Por isso, a convergência não pode ser atingida sem que tais características e condições sejam consideradas. Além disso, convergência leva tempo. Para tanto, faz-se necessário um aprendizado que desenvolva a diversidade universal. Convergência significa interação, um constante aprendizado mútuo entre países e organizações contábeis, o que exige um alto nível de normas para os profissionais de finanças corporativas das empresas.

Compreensíveis e confiáveis

O sócio da BDO RCS explica, ainda, que as novas normas que convergem para os IFRS, com a adoção de uma linguagem de negócios em geral aceita ao redor do mundo, auxiliam os usuários das informações financeiras a não ficarem "presos" a aspectos e buracos consequentes das discrepâncias dos antigos sistemas ou padrões. Tal procedimento facilita a comparação de dados contábeis entre países, torna as informações mais confiáveis e compreensíveis, e possibilita relações sem fronteiras às empresas chinesas.

O novo padrão permite evidenciar os impactos de fatores micro e macro nas entidades. Dessa forma, revela impactos potenciais das renovações financeiras do mercado, o que acarreta maior eficiência de preços e alocação de recursos no mercado de capitais. É possível ainda traçar uma análise mais abrangente e completa das posições financeiras, aprimorando os controles internos. Este modelo é mais robusto em termos de reconhecimento e mensuração contábil, e tem uma apresentação mais didática.

"Convergência significa constante aprendizado mútuo entre países e organizações contábeis, o que exige alto nível de normas para profissionais de finanças"

CRC-PE com "Educação continuada em foco"

  

O Conselho Regional de Contabilidade em Pernambuco promove cursos e eventos para associados, profissionais e estudantes.

Acesse http://www.crcpe.org.br/diretorio/publica/2011/html/110712_crcemdia_cpc1.htm e fique por dentro de toda programação.