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segunda-feira, 24 de julho de 2017

A ciência comprova: ler faz bem para o cérebro. Conheça outros benefícios da leitura.


Talvez a conclusão deste post não surpreenda a maioria dos leitores, mas cientistas comprovaram recentemente o que parecia óbvio: literatura faz bem para o cérebro!
Nos Estados Unidos, um grupo de teste foi convidado a ler um capítulo do romanceMansfield Park, de Jane Austen, dentro de uma máquina de ressonância magnética, enquanto pesquisadores da universidade de Stanford analisavam os resultados neurológicos. 
Para o experimento, era preciso ler o capítulo de duas formas distintas: primeiramente, uma leitura descompromissada; depois, uma leitura para análise crítica da obra. 
A conclusão do estudo apontou que a leitura de livros pode ser um exercício valioso para o cérebro, já que quando lemos, o sangue flui para diversas áreas associadas à concentração e, no caso de uma leitura mais crítica, também para áreas menos ativas do cérebro. 
Logo, o estudo conclui que a forma de leitura afeta o cérebro e pode indicar formas de treiná-lo para ser cada vez melhor em atividades que exigem compreensão e concentração.
Estudos semelhantes para avaliar os benefícios da leitura com máquinas de ressonância magnética já haviam sido realizados antes na Europa. 
Em 2010, o neurocientista Stanislas Dehaene, diretor da Unidade de Neuroimagiologia Cognitiva do Inserm-CEA, na França, usou exames de ressonância magnética para avaliar o cérebro de adultos alfabetizados e analfabetos. 
Os cientistas descobriram, então, que os cérebros dos adultos que podiam ler eram mais ativos, ainda que, em contrapartida, perdessem parte de sua memória visual, possuindo menos habilidade no reconhecimento facial.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Pequeno Príncipe cai em domínio público e é relançado


A história de O Pequeno Príncipe, personagem que encantou gerações  mundo afora e marcou como poucos o mercado editorial, ganha novo fôlego  em 2015. 

Com a entrada das obras do francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) em domínio público (quando não existe a obrigatoriedade de pagar direitos autorais), o livro movimenta o mercado editorial brasileiro com  novas traduções e edições.


"Agora estamos vendo toda uma corrida de marketing. As editoras querem traduzir para poder vender um  best-seller", opina Ivone Benedetti, que assina a tradução publicada pela L&PM,  nos formatos 16 x 23 cm (R$ 16,90), pocket (R$ 9,90) e digital (R$ 9,90).

A Geração lançou O Pequeno Príncipe com tradução de Frei Betto, nas versões luxo, pocket e e-book (R$ 29,90, R$ 14,90  e R$ 4,90, respectivamente). 

Em 2013, a Agir, que publicava o livro no País, já havia lançado a tradução de Ferreira Goulart (R$ 29,90), como alternativa à de Dom Marcos Barbosa (R$ 19,90). Sozinha no mercado, a editora costumava vender cerca de 300 mil exemplares por ano.

"Com toda essa onda,  mais gente vai ler e, especialmente, mais jovens.  Além de ter naturalmente diálogos inteligentes, ele fala aos sentimentos mais ternos das pessoas. É o ponto forte do livro", defende Ivone  Benedetti.

Apesar de considerada infantojuvenil, a história do piloto que é surpreendido por um menino de outro planeta dialoga com públicos de todas as idades.

"É uma obra clássica para leitores de 6 a 100 anos. O grande mérito de Saint-Exupéry foi descrever, em linguagem coloquial e poética, sua visão de mundo, sobretudo sua crítica à sociedade tal como a conhecemos", afirma Frei Betto, que leu pela primeira vez a obra aos  13 anos. "Era quase um livro obrigatório", lembra o frade dominicano, que estreou como tradutor, depois de já ter publicado 60 títulos.

Traduções

"Traduzir um texto consagrado é uma grande responsabilidade. Meu conhecimento da língua francesa e minha prática jornalística facilitaram resultar em uma versão mais coloquial", diz Frei Betto.

Para Ivone Benedetti, no caso de O Pequeno Príncipe, os tradutores têm que ter cuidado redobrado com o tom do texto. "O que está mais em jogo aí é o tom, que é infantil, porém não pueril. Essa obra tem penetração entre os adultos porque usa uma linguagem que ressoa naquilo que as pessoas têm de mais profundo de sua infância".

Nas mãos de diferentes tradutores, a obra ganha  variações, que podem  trazer diferenças semânticas e soar como mais ou menos formais. "A expressão 'grandes personnes', usada com frequência por Saint-Exupéry, às vezes aparece nas traduções anteriores como 'pessoas grandes' ou 'grandes pessoas'. Traduzi por 'adultos'", explica Frei Betto.

Há palavras que podem até "tirar o sono" dos tradutores, já que nem sempre existe relação perfeita entre os termos nos idiomas.

Em seu blog (www.ivonecbenedetti.wordpress.com), Ivone Benedetti explica dois desses casos: o substantivo mouton, que traduziu por ovelha, mas que já havia sido usado como carneiro e bode; e o verbo apprivoiser,  que optou pelo uso de cativar, mas que também pode ser entendido como domesticar. Já pensou o estranhamento que causaria a troca do verbo na clássica citação da raposa "Você é responsável pelo que cativa"?.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Fazer terapia com um bom livro


Que os livros são uma terapia, que engrandece o espírito, que relaxa e estimula o cérebro, a gente já sabe. Tanto é assim que, no Egito antigo, as bibliotecas eram locais não apenas para se adquirir conhecimento, mas também espiritualidade. Os gregos também associavam os livros ao tratamento médico e espiritual, concebendo suas bibliotecas como “a medicina da alma”.

A partir do Século XX, as bibliotecas terapêuticas começaram a se disseminar a partir dos EUA e a biblioterapia passou a ser usada dentro de hospitais. Atualmente, muitos são os estudos que mostram a eficácia desta terapia no ambiente hospitalar, alcançando cura ou diminuindo os sintomas de até 80% das doenças.

Baseado nesses dados, este ano entrou em tramitação na Câmara Federal o Projeto de Lei 4186, de autoria do deputado federal Giovani Cherini, para tornar obrigatória a presença de livros nos hospitais públicos, farmácias e drogarias, devidamente autorizados pelo Ministério da Saúde.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Bienal do livro


Entre os dias 23 de setembro e 02 de outubro de 2011, será realizado mais um capítulo da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Com o tema “Literatura e Cidadania”, a Bienal chega a sua 8ª edição e o pavilhão de exposições do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE), volta a ser palco das discussões e debates que fomentam a feira literária referência de Pernambuco.

Nesta oitava edição do evento, livreiros, editores e distribuidores de todo o Brasil estarão reunidos mais uma vez, consolidando o Estado como um dos mais importantes pólos literários do país. O evento, que já faz parte do calendário cultural pernambucano, contempla leitores de todas as idades e escritores de todos os estilos. Um grande acontecimento que estimula o hábito da leitura em todas as camadas sociais, democratizando a informação inteligente.

O poeta recifense Mauro Mota e o escritor cearense Ronaldo Correia de Brito serão os grandes homenageados desta 8ª edição.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A livraria que inspirou o filme Um Lugar Chamado Notting Hill fechará


Livraria inspirou o neozelandês Richard Curtis, roteirista da comédia romântica

Roteirista teve ideia para comédia romântica com Julia Roberts e Hugh Grant ao visitar o local

A livraria que inspirou o popular filme Um Lugar Chamado Notting Hill fechará após 32 anos, apesar de ter se transformado em uma grande atração turística da capital britânica.

The Travel Bookshop se transformou em um lugar de peregrinação para fãs do filme, que arrecadou mais de 253 milhões de euros em bilheteria e vendas de DVDs no mundo todo. A comédia romântica conta a inesperada história de amor entre uma famosa atriz, interpretada por Julia Roberts, e o livreiro londrino William Thacker, vivido por Hugh Grant.

Embora o filme não tenha utilizado o local, que deve fechar as portas em duas semanas, The Travel Bookshop serviu de inspiração para seu roteirista. Ao contrário das dezenas de livrarias locais, que foram obrigadas a fechar após o sucesso das vendas online e da concorrência das grandes cadeias, o estabelecimento decidiu fechar as portas porque o filho do proprietário, que há 25 anos reside na França, não quis dar continuidade ao negócio.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

EUA: apenas 10% dos alunos acha importante escrever em papel


Um dia após o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgar os resultados de uma pesquisa sobre o uso da rede no processo educativo da rede pública de ensino, o site americano Education Database Online apresenta um infográfico que demonstra a frequência de acesso dos alunos locais à tecnologia e aos gadgets eletrônicos em geral.

As diferenças são evidentes, como era de se esperar, mas é curioso perceber que por lá também há discrepâncias de conceito, como o fato de que apenas 10% dos alunos acredita que anotações no caderno são importantes para os estudos.

De acordo com a pesquisa, 98% dos estudantes possuem algum tipo de dispositivo eletrônico e, segundo dados de um levantamento da Universidade de Maryland, a abstinência de uso da tecnologia por aproximadamente 24 horas levou vários jovens a apresentar sintomas similares aos da dependência de drogas e álcool.

No momento em que se discute o futuro do livro e a lenta adoção do ebook como formato de leitura, impressionantes 46% dos entrevistados apontou preferência pelo formato digital para suas leituras, ao passo que 82% deles utiliza os dispositivos eletrônicos para escrever.

Enquanto a pesquisa do CGI.br afirmava que "apenas 20% dos professores se utilizam dos recursos da internet como instrumento para organizar e mediar a comunicação entre professor e aluno e entre os próprios alunos", o levantamento do Onlineeducation afirma que 91% dos estudantes dos Estados Unidos troca informações com seus professores pelo Twitter e 13% deles os contata via celular.

Livros científicos gratuitos


A National Academies Press (NAP), editora das Academias Nacionais de Ciência dos Estados Unidos (National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council) passou a oferecer seu catálogo completo, com mais de quatro mil títulos, para ser baixado e lido de graça pela internet. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas do conhecimento, com destaque para publicações em política científica e tecnológica. Acesse: http://www.nap.edu/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Canal do Livro disponibiliza 50 LivroClips na internet


As escolas de todo o Brasil podem contar com um acervo de 50 LivroClips para acesso gratuito. O Instituto Canal do Livro (associação sem fins lucrativos que visa transformar os textos literários em objetos educacionais na internet) disponibiliza 13 trailers de obras infantis e 37 de clássicos da literatura nacional e internacional como Recursos Educacionais Abertos (REA) na internet.


Professores e alunos podem acessar a página do LivroClip no You Tube (http://www.youtube.com/livroclip), assistir, exibir na sala de aula, copiar os arquivos e até mesmo postar nas próprias redes de relacionamento. “O objetivo é estimular a leitura por meio de um trailer lúdico e divertido”, explica Luiz Chinan, presidente do Instituto Canal do Livro.

O internauta vai encontrar obras de grandes autores como Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Shakespeare, Haroldo de Campos, Hilda Hilst, Fernando Pessoa e Oswald de Andrade. Trailers de livros recentes como “O doce veneno do escorpião” que conta a história de Bruna Surfistinha também estão no acervo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Livro de Darwin é devolvido à biblioteca australiana com 122 anos de atraso

Os funcionários da Camden Library, em Sidney, na Austrália, nem sabiam, mas uma cópia do importante (e raro) livro Insectivorous Plants, de Charles Darwin, fazia parte de seu acervo. Mas não por incompetência. O problema é que ele foi emprestado há muito tempo...122 anos, mais precisamente.


Eles só ficaram sabendo da existência do livro esta semana, depois que uma universidade local herdou uma coleção particular. O exemplar estava nas mãos do tal colecionador, um senhor cujo nome não foi divulgado, há pelo menos 50 anos. Por onde ele andou nos 72 anteriores, porém, ninguém faz ideia.


E para quem já está se perguntando o valor da multa, ela até foi calculada: US$ 35 mil dólares australianos (quase R$ 60 mil), mas ninguém vai ter que colocar a mão no bolso. O livro foi devolvido justamente no “mês de anistia de multas”, promovido pela biblioteca para ajudar instituições de caridade: em vez de pagar a taxa pelo atraso, os leitores são incentivados a fazer doações.


O empréstimo aconteceu no dia 30 de janeiro de 1889, conforme atesta um selo colado até hoje na contracapa. “Eles viram o selo e nos mandaram de volta (o livro). Ficamos absolutamente maravilhados, eis esse fantástico livro antigo que pode voltar ao nosso acervo”, comemora a gerente de serviços comunitários da biblioteca, Linda Campbell.


A instituição, agora, parece não estar nem um pouco disposta a arriscar: o livro jamais será emprestado novamente. “Ele será preservado, estará aqui, as pessoas poderão vê-lo, mas ele não sairá por empréstimo”, explica Campbell.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Lançamento de livro


Festa de lançamento: 21 de julho de 2011 - 19:00 h
Local: Casarão do Ribeiro
R. do Bonfim, 20 - Carmo (Em frente à Focca)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Livro digital



O livro digital está avançando, e com ele várias batalhas se antecipam no mundo editorial. Com a apresentação do novo Kindle2, um “leitor” de e-books com wi-fi e conectividade 3G para baixar livros, Amazon desafia não só o Google, mas também as grandes editoras tradicionais. O aparato no entanto é caro para ser popular – custa 359 dólares, mas chega apadrinhado por grandes autores de best-sellers, como Stephen King e John Grisham. 

Por apenas 3,99 dólares os leitores do Kindle podem comprar Ur, romance de Stephen King escrito exclusivamente para eles. Isto, somado ao aumento das vendas nos Estados Unidos – na primeira metade de 2008 se venderam mais ebooks que em todo ano de 2007 – mostra que estamos em um momento de transformação: talvez nossos netos não cheguem nunca a ler livros de papel, e as queridas bibliotecas se tornem meras relíquias dentro de 20 anos.

E a mudança está acontecendo agora.

Ainda que as vendas de 17,8 milhões de dólares não sejam significativas frente aos 39.940 milhões de dólares que fatura a indústria editorial estadunidense, o crescimento é acelerado e a Amazon é o novo gigante a que todos olham com receio. O aumento de suas vendas de livros online foi de 23% nos seis primeiros meses de 2008, muito mais que as das livrarias tradicionais, que cresceram apenas 3%, segundo informe de Jim Milliot para a Feira de Frankfurt, ao qual o Clarín teve acesso com exclusividade.

Com o Kindle e os 230.000 títulos disponíveis para ler no dispositivo, Amazon está na cabeça do mercado de e-books e as editoras temem a competição da maior livraria online, que já está adentrando no terreno da edição.

Antes de 2012, estima Milliot, a Amazon estaria em condições de fazer contratos diretamente com os autores e até poderia comprar uma editora, como já fez com uma produtora de audiolivros. Por sua vez, as grandes editoras estão digitalizando seus livros para vender seus conteúdos diretamente para seus usuários.

O e-book em espanhol

Enquanto isso, na Argentina o fenômeno do e-book é olhado com cautela. “Não estamos vendo o mercado eletrônico de livros, e isto é um erro. Nós editores argentinos temos muito medo das cópias piratas”, diz Ana Cabanellas, diretora da Claridad e presidente da União Internacional dos Editores. O panorama é similar para as editoras grandes e pequenas, que se limitam a colocar seus livros no Google Books para uma leitura parcial.

Diferente é na Espanha e no México, onde o livro eletrônico está em plena fase de decolagem. “Vamos vender e-books antes do final de 2009. Sempre através de canais externos, e-revendedores já existentes como casadolibro.com, elcorteingles.com, fnac.es ou Publidisa, disse ao Clarín Santos Pallazzi, diretor da área de marketing do grupo Planeta. “Os livros acadêmicos e escolares são os que mais cresceram em formato digital. No entando, faltam aos dispositivos de leitura digital funcionalidades, ergonomia e preço para chegarem ao grande público. “O i-pod para livros nem viu a luz”, encerra o perito espanhol. Por sua vez, a poderosa agência literária Carmen Balcells lançou a coleção de e-books “Palavras Maduras”, formada por cento e vinte títulos de autores reconhecidos como Juan Marsé, Rosa Montero y Gabriel García Márquez. E a publicação não está a cargo de nenhuma editora, mas da empresa Leer-e, que comercializa e-books e leitores eletrônicos. Estes e-books são vendidos por apenas 5 euros.

A disputa pelos preços

Um segmento de maior crescimento é o livro acadêmico em formato digital, que geram grandes ambições para as editoras estadunidenses especializadas. E é nesta área que se registram os maiores avanços na América Latina. A Século XXI do México tem um forte programa de venda e e-books: mais de 120 títulos que se comercializam através de sites: Librisite, que vende a livrarias digitais e Netlibrary, que vende exclusivamente a bibliotecas.

“No momento ganha o uso acadêmico do e-book: o site que declara as maiores vendas é o Netlibrary e as bibliotecas que mais compram são as dos Estados Unidos”, diz María Oscos, gerente de produção da Século XXI no México, que tem entre seus compradores a Biblioteca Pública de Los Angeles, a Biblioteca Nacional de Cingapura, o Super Consórcio de Ebooks de Taiwan, juntamente com universidades como a de Guadalajara e a de Cuyo, na Argentina. “Em 2009 pensamos disponibilizar mais cem livros, todos os de 2007 e os de 2008”, agrega Oscos.

O preço dos e-books da Século XXI é 20% mais barato que o livro de papel. E essa é a tendência geral, sendo precisamente o número que acende o alarme nas editoras. A Amazon cobra 9.99 dólares pelos best-sellers digitais, mesmo que as editoras os vendam pelo mesmo preço dos livros em papel.

“Não concordamos com esta estratégia de preços” disse uma executiva da Simon&Schuster ao New York Times. Tal é o paradoxo: enquanto os entusiastas da cultura digital defendem que os preços baixos são uma legítima demanda dos leitores, para as editoras o e-book é um objeio-pressário, que anuncia um futuro de magras ambições. Veremos.

A Corrida pelo suporte perfeito

O que aparece hoje como competição mais forte do Kindle da Amazon e do Sony Reader são os telefones celulares e suas variantes avançadas como o i-phone. E, nesse sentido, Google toma a frente, já que anunciou que seus 1,5 milhões de livros escaneados de domínio público estão disponíveis para ler em i-phone.

A isso Jeff Bezos, da Amazon, respondeu que os leitores querem ler novidades, que é o que a Amazon vende, e não livros velhos com direitos livres. Fortíssimo.

Bezos também pretende oferecer seus livros em formato para celular e a Apple já criou programas para ler e-books no i-phone. De sua parte, a editora Simon and Schuster distribuirá mais de 500 e-books para celulares através da plataforma Global Reaor e a Nokia desenvolveu um projeto para escutar audiobooks e tem à disposição romances como A Ilha do Tesouro, de Stevenson.

A escritora argentina Patricia Suárez é pioneira nos novos gêneros que o e-book e o i-phone impulsionam: escreveu dois romances para MoviStar em 2007, entitulados Bonus Track e Switch! Eram dirigidas a adolescentes e jovens. “Cada romance tinha 40 capítulos e cada capítulo, um máximo de 2.000 caracteres para que pudessem ser baixados em SMS. Era engraçado, os leitores pensavam que as coisas que eu narrava me haviam acontecido.”, conta Suarez.

O aumento do uso de produtos digitais entre os jovens é outro dado inevitável: desde que aumentou o tempo dedicado a videogames em 12 % e a celulares em 29,2 %, a média de horas de leituras dos jovens diminuiu em 1% nos EUA.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Livros de vários idiomas ‘remontam’ Torre de Babel em Buenos Aires



A torre tem 28 metros de altura com publicações de textos de 52 países. Doações de embaixadas, associações e de cidadãos.

Na Argentina, nasceu uma torre de 28 metros de livros. Clássicos da literatura, livros de poesias, arte e de história como tijolinhos de um edifício com sete andares. Mais que isso: um monumento em estilo espiral, com 28 metros de altura, entrelaça engenhosamente diferentes idiomas e dialetos.

A narrativa bíblica conta de um projeto humano que pretendia igualar o homem a Deus, a construção de uma torre para alcançar o céu. Falavam todos o mesmo idioma. Deus reprovou a obra. A partir daí, confundiu as línguas, e a construção foi interrompida. Esse lugar recebeu o nome de Babel.

A Torre de Babel de Livros criada pela artista plástica argentina Marta Minujín reuniu mais de 30 mil exemplares de 52 países, inclusive do Brasil. A coleção de livros reúne romances, contos, poesias, histórias, entre outros e 200 livros brasileiros. A torre tem 28 metros de altura, em formato de rampa circular, é feita de aço, foi inaugurada na quarta-feira em Buenos Aires para marcar a gestão da cidade como Capital Mundial do livro de 2011.

Doações de embaixadas, associações e de cidadãos, como se todos participassem do mutirão para erguer uma Torre de Babel.

O governo da cidade fez um inventário dos exemplares que compõem a obra e os plastificou, para protegê-los. Como na história original, esta torre também está com os dias contados. Em duas semanas vai desmoronar. Dos escombros deverá nascer a primeira biblioteca multilíngue da Argentina.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cama-livro

Ler um bom livro antes de dormir, pegar no sono com o livro ainda aberto sobre o colo… está aí uma experiência simples e prazerosa pela qual muitos leitores já passaram. Agora, quantas já pessoas já tiveram a oportunidade de, literalmente, dormir em um livro?

Esta é a brincadeira proposta por Yuzuke Suzuki ao criar uma “cama-livro”, especialmente desenhada para crianças. Veja só:



Os lençóis são as páginas de um grande livro que, quando aberto, é uma também uma cama bem confortável. Durante o dia, a "cama-livro" pode ser fechada, para dar mais espaço às crianças. Note que os travesseiros funcionam como marcadores de livro.

Veja o site de Yusuke Suzuki para ver outros trabalhos da fotógrafa.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Unesp lança portal com 50 livros digitais para download gratuito


A Unesp (Universidade Estadual Paulista) lançou nesta quarta-feira (27) um portal com 50 livros digitais inéditos para download gratuito. As obras são da editora Cultura Acadêmica, vinculada à instituição.

Clique aqui para acessar o portal de livros digitais da Unesp

Entre os livros, estão textos sobre história, letras, educação, psicologia, comunicação, música, geografia/urbanismo, teatro, política/ciências sociais, economia, arquitetura, filosofia, ciências/matemática e artes. É necessário fazer um cadastro para ter acesso às obras.

Veja a lista de alguns livros:

Letras/Linguística
O rio e a casa: Imagem do tempo na ficção de Mia Couto - Ana Cláudia da Silva

Rumores da escrita, vestígios do passado: Uma interpretação fonológica das vogais do português arcaico por meio da poesia medieval - Juliana Simões Fonte

Relações de complementação no português brasileiro: Uma perspectiva discursivo-funcional - Liliane Santana

A Literatura dos Outros e os Outros da Literatura - Maria Heloísa Martins Dias / Sônia Helena de Oliveira Raymundo Piteri

O léxico em foco: Múltiplos olhares - Lidia Almeida Barros / Aparecida Negri Isquerdo

Língua e sociedade nas páginas da imprensa negra paulista: Um olhar sobre as formas de tratamento - Sabrina Rodrigues Garcia Balsalore

Figurações contemporâneas do espaço na Literatura - Sérgio Vicente Motta / Susanna Busato

Leitura e escrita como espaços autobiográficos de formação - Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo

Geografias do drama humano: Leituras do espaço em São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Pedro Páramo, de Juan Rulfo - Gracielle Marques

Psicologia
Saúde e desenvolvimento humano - Tânia Gracy Nartins do Valle e Lígia Ebner Melchiori

A depressão como "mal-estar" contemporâneo: Medicalização e (Ex)-Sistência do sujeito depressivo - Leandro Anselmo Todesqui Tavares

Natureza comportamental da mente: Behaviorismo radical e filosofia da mente - Diego Zílio

Economia
Inovações tecnológicas e a complexidade do sistema econômico - Carolina Marchiori Bezerra

O Estado como empregador de última instância: Uma abordagem a partir das finanças funcionais - Guilherme da Rocha Bezerra Costa

Filosofia
Consciência e matéria: O dualismo de Bérgson - Jonas Gonçalves Coelho

terça-feira, 19 de abril de 2011

Escolas públicas de Nova York abrem mão dos livros e usam laptops



Nos Estados Unidos, a tecnologia é aliada agora nas escolas públicas. A internet é imprescindível na sala de aula.

Parece uma escola pública americana como outra qualquer, mas no primeiro intervalo os alunos não usam livros didáticos. Nas mãos, há computadores. Esta é uma das 20 escolas em Nova York que abriram mão dos livros tradicionais e estão usando a tecnologia para ensinar. No armário de um aluno, antes abarrotado, agora só tem dois cadernos, uma mochila e um casaco.

O projeto foi desenvolvido por especialistas em educação para ajudar a aumentar a quantidade de estudantes que vão para as universidades. O conteúdo que estava nos livros foi para páginas dos professores na internet, e todos agora estudam conectados à grande rede.

Na aula de biologia, o estudo dos microorganismos leva à descoberta de que cientistas tentam desenvolver uma vacina que poderia combater a malária e o HIV. Mas e a distração com a troca de mensagens, por exemplo? Uma aluna confessa: ela se distrai de vez em quando, mas se fossem só livros, ela diz que seria muito chato. “Com os computadores o estudo fica bem mais interessante”, acredita.

Outra vantagem: como tudo está online, às vezes as aulas não dependem do professor. O professor de ciências ficou doente e não pôde vir à escola, mas isso não quer dizer que não teve aula. Dentro da sala, está todo mundo estudando – e vale nota.

Auxiliares acompanham a execução das tarefas, que estimulam a curiosidade e o debate de ideias. A diretora Nancy Amling diz que há o cuidado de ensinar os alunos a procurar as informações certas na internet. Em vez de ficarem limitados a um livro, os alunos podem o tempo todo acessar trabalhos de cientistas renomados, por exemplo. “Livros aqui, só os de leitura”, diz a diretora.

A leitura, aliás, é obrigatória: uma hora por dia na escola e várias outras mais em casa. O livro principal, adotado neste semestre, não é Shakespeare. É, quem diria, “O alquimista”, de Paulo Coelho.

Dominique acha bem melhor a nova escola sem livros didáticos. Dividindo o seu tempo no computador entre os videogames e os estudos, ele sente exatamente o que os especialistas americanos em educação esperavam. “Eu me sinto realmente pronto para o futuro e também para minha carreira”, diz.

Fonte: Bom Dia Brasil.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Livros em PDF


Leitores, estudantes, aproveitem essa oportunidade criada pelo Governo Federal.

LIVROS EM PDF
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

• Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
• escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
• Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
• ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
• e muito mais....

Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dicionário de Libras


No site Acessibilidade Brasil está disponível para acesso o Dicionário de Língua Brasileira de Sinais.

No canto superior esquerdo estão disponíveis as opções de busca: Alfabética, Por Assunto e Mão.

Seguindo a Ordem alfabética, se escolhe a letra e a palavra desejada, em seguida é mostrada a acepção da palavra, um exemplo de aplicação da palavra em uma frase, uma 'tradução' desta frase em LIBRAS, a classe gramatical e a origem da palavra, a mão (o sinal de mão), e um pequeno vídeo com uma pessoa fazendo o sinal que representa a palavra em questão.

Na busca Por Assunto,seleciona-se o assunto desejado (tais como alimentos, profissão, etc.), aparecerá uma lista com as palavras relacionadas a essa temática, selecionando a palavra as opções para demonstração do significado e do sinal correspondente seguem os descritos anteriormente.

Os Sinais da Mão, são uma opção para visualizar os termos a partir de um sinal inicial. A partir da escolha de um entre os 73 sinais mostrados na tela é possível verificar a lista de palavras para as quais este mesmo sinal é utilizado (sendo sua seleção e demonstração identica as outras opções).


O Dicionário da Língua Brasileira de Sinais é bastante fácil de usar, e em tempos em que a questão da importância e do direito de acessibilidade é tão discutido é ums iniciativa muito importante.

terça-feira, 15 de março de 2011

Veja meus livros


Veja Meus Livros é um serviço gratuito que permite que você crie e organize sua própria biblioteca virtual na internet: com essa ferramenta eletrônica, é possível ordenar suas obras favoritas e também títulos que você está lendo ou que pretende ler.

Você vai opinar acerca dos livros escolhidos e avaliar cada um deles. Sua biblioteca pessoal pode ser compartilhada com amigos e demais usuários de VEJA Meus Livros – estimulando a troca de idéias, opiniões e conhecimento.

É possível ainda acompanhar as resenhas publicadas em VEJA, além das dicas de leitura dos editores da revista.

Oferecido com exclusividade por VEJA, o serviço está disponível no interior do Orkut e do Facebook, principais redes sociais da web no Brasil.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

12 dicas que facilitam seu hábito de leitura


• Em primeiro lugar, busque o prazer de ler: ainda que seja uma leitura densa, dolorosa e triste, há prazer em compartilhar esses sentimentos todos em comunhão artística com o autor e os outros leitores. Descubra como ter a leitura como objetivo e manter o seu prazer.

• Tenha sempre um livro consigo: sempre surge a oportunidade de avançar na leitura de um livro, seja na fila do banco, no ônibus ou em algum outro momento inesperado. Atenção: não vá se tornar uma pessoa anti-social. Às vezes uma boa conversa pode ser melhor para passar o tempo. Para esse item, prefira livros pequenos, fáceis de carregar.

• Cuide de seus olhos: a não ser que você já domine o braille, vai preferir manter seus olhos em ótimo funcionamento. Esteja atento e faça exames periodicamente. Se precisar usar óculos, use.

• Tenha meios alternativos de leitura: a tecnologia fornece diversas alternativas para atualizar as leituras. Ler na tela do computador pode ser desconfortável, mas já existem formas de ler bons livros, um pouco de cada vez, recebendo pequenos trechos de cinco minutos por em seu email diariamente. Você sabia que até mesmo em seu celular você pode ler livros?

• Aperfeiçoe a sua leitura: de que adianta ler se você mal lembra da história um mês depois? Para ler um livro velho como se fosse novo? Bem, a idéia não é má e reler um bom livro sempre é bom, mas se você quer reter mais de tudo aquilo que lê, escolha uma maneira de fazer isso.

• Aprenda de uma vez por todas como funciona um agregador de feeds: se você lê blogs e ainda não sabe usar um agregador de feeds está muito atrasado e está perdendo tempo ao ter sempre que acessar os seus sites preferidos para saber se eles já foram atualizados ou não. Possivelmente, está perdendo até mesmo textos interessantes. E, muito provavelmente, de blogs que falam de livros, literatura ou que fazem literatura propriamente dita. Aprenda de uma vez a utilizar um agregador de feeds.

• Prefira livrarias com bom atendentes: nem sempre os vendedores de livrarias são as melhores pessoas para indicar livros, mas sempre há aquele profissional que se destaca. É aquele que conhece seus gostos e sabe indicar de forma certeira um livro de que você vai gostar. Ou ao menos lhe avisar quando aquela edição que você tanto espera chegou na loja. Em geral, essas pessoas estão nos sebos. Mas há também livrarias com profissionais assim como, em Curitiba, a do Chain e a, infelizmente fechada, do Eleotério.

• Saiba fazer pequenos reparos em livros: nem sempre vale a pena. Livros são feitos hoje como um produto qualquer e muitos não valem um centésimo da árvore de onde saiu sua celulose. Mas o bom leitor tem sempre uma ou outra edição rara ou feita com aquela arte que mais não há. Para esses, saiba fazer pequenos reparos e como secá-los no caso de molhados. Mas para evitar esses problemas…

• Saiba como guardar seus livros: a melhor maneira de conservar um livro é não o guardando, mas fazendo com que ele circule de mão em mão. O objetivo de um livro é conservar o conhecimento para que esse conhecimento se propague. Guardá-lo em uma estante para o resto da vida é o mesmo que queimá-lo. Mas se você não for capaz de tal generosidade, aprenda a conservar seus livros.

• Tenha ao menos um desafio para cada ano: escolha uma grande obra que ainda não tenha lido e comprometa-se a lê-la.

• Leia menos para ler mais: se você lê até o ponto de ficar cansado ou de passar os olhos sobre a página sem que se lembre ou tenha consciência do que acabou de ler, algo está errado. Você precisa aprender a parar de ler antes que isso aconteça para que seu horizonte de leitura se amplie e para que a leitura sempre esteja associada a uma atividade prazerosa. Lembre-se: para ler mais, leia menos, mas com mais qualidade.

• Saiba onde conseguir livros grátis: livros não são baratos. Você pode conseguir livros grátis na internet com facilidade. Ler na tela ainda é desconfortável, mas esteja ciente das mudanças tecnológicas. É possível que os eBook Readers se popularizem ou, então, alguma outra forma de leitura. Mudanças vão acontecer, não há dúvida. De outra forma, você estaria lendo ainda em papiros e tendo que aprender o funcionamento do livro, essa tecnologia tão recente.