segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

COMO PENSAR CRITICAMENTE E FORMAR OPINIÕES PRÓPRIAS


Pensamento crítico é uma habilidade (que nem todos possuem, a propósito) muito útil: é a maneira pela qual podemos nos libertar de ideias pré-fabricadas às quais estamos sujeitos o tempo todo, e finalmente pensar por contra própria.

A expressão, no fim das contas, significa saber absorver importantes informações e ser capaz de usá-las para formar a sua própria opinião sobre determinado assunto – em vez de apenas reproduzir um discurso pronto que se lê nos jornais e revistas, que se ouve na escola ou na igreja ou que é propagado por outras pessoas.

Esta não é uma capacidade com a qual nascemos – normalmente, acontece exatamente o oposto: somos treinados justamente para não desenvolver muito bem nosso pensamento crítico e, desta forma, não sermos muito contestadores. Felizmente, porém, esta é uma habilidade que podemos treinar e, consequentemente, nos tornarmos melhores nela. Veja:

Os 10 problemas mais comuns do pensamento humano

5. Preste atenção nos detalhes certos
Uma das partes mais importantes de pensar criticamente é aprender quais detalhes são, de fato, importantes. Estamos expostos a tanta informação e opiniões diferentes que fica muito fácil se perder nos detalhes. Comece confiando na sua intuição. Se algo não soa verdadeiro para você, eis aí o seu primeiro sinal de alerta.


Na sequência, uma boa dica é refletir sobre quem se beneficia de uma dada informação ou opinião. Se há uma discussão acalorada sobre, digamos, a qualidade da água da torneira e se é adequado ou não consumi-la, preste atenção se dentre as partes envolvidas não está uma indústria de garrafinhas de plástico. Isso nem sempre é algo ruim – às vezes as motivações de uma pessoa podem fazer sua opinião mais válida –, mas é aconselhável pensar em quem pode ganhar com uma ideia.

O que nos traz ao segundo ponto: questione a fonte. Principalmente após a grande disseminação da internet nas últimas décadas, as fontes nem sempre são imediatamente identificáveis. Portanto, se algo parece meio duvidoso, rastreie de onde veio antes de formar uma opinião.

O mesmo vale para os meios de comunicação. Cada publicação ou veículo tem uma vertente – esquerda, direita -, e não é que é impossível acreditar em matéria alguma de política por conta do posicionamento desses meios, mas para o bem do seu pensamento crítico, é bom ter um pé atrás e analisar se o texto traz alguma informação nova (e isenta) ao leitor, ou se serve apenas para reafirmar as convicções da empresa.

Outro detalhe com o qual se deve ter um pouco de cuidado são as afirmações óbvias e de pouco sentido no contexto da discussão. É um truque comum em debates (principalmente entre políticos na televisão) esconder um argumento crítico dentro de uma série de declarações obviamente verdadeiras. É uma estratégia traiçoeira que faz o oponente facilmente se perder, porque começa a concordar com as afirmações, mesmo que não tenham ligação qualquer com o discurso.

Vemos muito isso nos debates. O candidato pergunta ao atual prefeito em busca da reeleição sobre a razão pela qual não foi destinada a verba planejada para a área da saúde. O político responde que a saúde foi sempre uma prioridade na sua gestão, os profissionais da área precisam ser valorizados, é importante equipar nossos pronto-socorros e nos últimos quatro anos a expectativa de vida do brasileiro subiu de 73,1 para 74,6 anos.

Todas as afirmações podem estar corretas, mas nenhuma responde ao que foi pedido. Um olhar desatento poderia concordar com tudo que o prefeito disse e achar que sua resposta foi brilhante. Não caia mais nessa. Quanto mais você prestar atenção a esse tipo de detalhe, mais fortalecido seu pensamento crítico se tornará.

4. Sempre faça perguntas
Saber quais detalhes precisam ser observados é a primeira parte para desenvolver um bom pensamento crítico, mas de nada serve essa habilidade se você não souber que tipo de pergunta fazer em seguida. Afinal, pensar criticamente e fazer perguntas são duas coisas que caminham lado a lado.
A escritora e psicóloga russa radicada em Nova York, Maria Konnikova, sugere uma abordagem um tanto original, usando Sherlock Holmes como exemplo. Segundo ela, depois que o personagem define seus objetivos, ele passa a observar e coletar dados, perguntando-se sempre quais informações desta conversa, pessoa ou situação lhe permitirá reunir os dados que ele não tem e que lhe serão úteis para ver se sua hipótese se mantém.

“Em seguida, ele dá um passo atrás e observa os dados, recombina-os e tenta buscar uma possibilidade diferente, sendo criativo com as informações que possui para verificar se existem novas abordagens a serem exploradas”, explica Konnikova.

O escritor estadunidense Scott Berkun compartilha seu próprio conjunto de questões para se pensar criticamente. “Qualquer um que tenha considerado seriamente algo encontrou fatos suficientes tanto a favor, para adequar seus argumentos, quanto contra”. Berkun ainda cita algumas questões úteis que devemos fazer na construção de um pensamento crítico: “Quem além de você compartilha dessa opinião? Quais são as suas maiores preocupações, e o que você vai fazer para resolvê-las? O que precisa ser mudado para que você tenha uma opinião diferente?”.

Se esses questionamentos soaram familiares, você deve ter percebido a similaridade dessa forma de pensar com o método socrático, em que uma série de perguntas lhe ajuda a revelar o que você pensa sobre um determinado assunto. O importante aqui é sempre se perguntar por que algo é importante e como isso se conecta com as coisas que você já conhece. À medida que você faz isso, você treina seu cérebro para fazer conexões entre ideias e a pensar criticamente sobre as mais diversas informações que você for encontrar.
Como melhorar seu pensamento crítico

3. Cuidado com “achismos”
No árduo caminho de formar um pensamento crítico, devemos também treinar nossos ouvidos para notar pequenas palavras e frases que servem como sinais de alerta. Sabemos que é impossível prestar atenção em tudo, por isso, conhecer algumas frases que tendem a vir antes de um argumento fraco é realmente útil. 

São os famosos “achismos”. Mesmo que de forma sutil, essas expressões entregam que a opinião que vem a seguir muito provavelmente não é bem embasada. O Wall Street Journal até elencou algumas dessas frases – dentre elas, destacam-se, além da famosa “eu acho que”, expressões como “para dizer a verdade”, “só quero que você saiba que” e “só estou querendo dizer que”.

Em um debate de alto nível, você sabe que esse tipo de declaração tende a introduzir uma inverdade. Sinal de que é hora de começar a prestar atenção para, na sequência, começar a fazer perguntas.

2. Conheça e confronte seus próprios preconceitos
Quando falamos sobre o pensamento crítico, é imprescindível nos lembrarmos de que não somos um templo de sabedoria e nós mesmos temos nossas questões a serem resolvidas. E a dificuldade surge justamente porque adoramos apontar as falhas dos outros, mas somos muito ruins em reconhecer preconceitos em nosso próprio pensamento. Todos temos tendências a pensar de certa forma devido a uma gama de fatores, mas parte do pensamento crítico é cultivar a possibilidade de enxergar os fatos fora desses preconceitos.

A ideia básica é resumida pelo escritor inglês Terry Pratchett, em seu livro “A Verdade”. Na obra, Pratchett defende a percepção de que as pessoas só gostam de ouvir o que elas já sabem. “Elas ficam desconfortáveis quando você lhes diz coisas novas, pelas quais elas não esperam. Em suma, o que as pessoas pensam que querem são novidades, mas o que elas realmente anseiam é por antiguidades, que dirão a elas tudo o que elas já pensam e já acreditam ser verdadeiro”, afirma.

Pensar criticamente tem tudo a ver com confrontar esses preconceitos com a maior frequência possível. Difícil? Sem dúvida. Se você se criar o hábito de pensar sob diferentes pontos de vista ao longo do dia, você treinará seu cérebro para fazer isso mais vezes, quase que automaticamente.
“Pensamento mágico” afasta o estresse de situações difíceis


1.Pratique o pensamento crítico sempre que possível
Seguindo a mesma ideia do item anterior, chegamos ao último tópico da nossa lista. Como acontece com qualquer outra habilidade, para ficar bom em pensamento crítico, é preciso praticá-lo todos os dias. O que facilita o trabalho é o fato de que isso pode ser feito em sua própria cabeça. Você também pode, no entanto, se valer de alguns exercícios para forçar seu cérebro a entrar em forma.

Uma tarefa fácil de ser feita é manter algum tipo de diário. A ideia é utilizá-lo para registrar observações casuais ou suas opiniões diante de um assunto enfrentado durante o dia.
O objetivo é escrever diariamente. Assim que você tiver um número substancial de textos produzidos, crie um blog (ou reative aquele seu de aaaanos atrás) e poste suas ideias lá.

Esse exercício é bom não apenas para você, mas também uma ótima maneira de envolver outras pessoas e desafiar a si mesmo a confrontar seus pensamentos com pontos de vista diferentes do seu (certamente algum amigo de um amigo seu não concordará com suas palavras e deixará isso bem claro nos comentários. Essa é a hora de colocar o pensamento crítico para funcionar). Da mesma forma, participar de um debate saudável entre amigos é uma boa forma de praticar.

O que você deve ter em mente é que o pensamento crítico não termina nunca. Quanto mais conhecimento você cultiva, melhor você vai se tornar nisso. E o resultado final é um cérebro que forma melhores argumentos, ideias mais focadas e soluções criativas para os problemas.
Jéssica Maes

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

SKOOB


Você já conhece o Skoob? Para quem não sabe, o Skoob (o nome vem da palavra “books”, que significa “livros” em inglês, ao contrário) é uma rede social brasileira, criada em janeiro de 2009 pelo desenvolvedor Lindenberg Moreira. 

O que difere o Skoob do Twitter ou do Facebook é sua premissa básica: ele é para quem ama ler. Nele, você monta sua biblioteca virtual: os livros que você tem em casa, os que você quer ler, os que você troca e quer ganhar de presente etc., além de poder interagir com outros usuários. 

Você também pode desenvolver seu lado de crítico literário, postando resenhas e opiniões, além de poder classificar seus livros.

O cadastro é fácil e rápido e você pode conectá-lo ao seu facebook. Se você leu algum livro e não o encontrou por lá, você mesmo pode adicioná-lo.

E ainda fica mais legal: você pode ganhar livros! Diversas editoras têm páginas no Skoob e sorteiam cortesias de seus maiores lançamentos toda semana. 

Além disso, o Skoob tem uma funcionalidade especial para usuários que desejam trocar livros uns com os outros. Hoje, o site conta com quase 1 milhão de usuários. Vai ficar de fora dessa? Acesse o site aqui e comece a participar!

Fonte : RFID Brasil


Dicas de atividades para você trabalhar em sala com seus alunos


· Divida a turma em grupos e solicite que cada grupo crie um panfleto de orientação para informar as pessoas de como pode ser feita a redução do consumo de energia em suas casas. Utilize-se das dicas citadas acima.

· Utilize-se do Caderno de Projeto de Ciências Naturais, da 4ª série, da nova coleção Construindo e Aprendendo, e desenvolva com seus alunos as atividades nele propostas.

· Crie, junto com os seus alunos, uma campanha de economia de energia para a escola. Procure envolver toda a comunidade escolar nessa campanha. Se possível, ultrapasse os muros da escola e leve a campanha para a comunidade.

· Solicite aos alunos uma pesquisa sobre a evolução do uso da energia elétrica pelo homem, desde o descobrimento do fogo.

· Solicite uma pesquisa sobre os sistemas de geração de energia mais usados no mundo.

· Pesquise, em revistas de artesanato, como fazer uma vela e ensine aos seus alunos; poderá ser um ótimo presente para o dia das mães ou outro dia comemorativo.

· Solicite que os alunos façam um desenho da planta baixa do ambiente onde moram, salientando os pontos de uso de energia. Solicite que eles identifiquem os pontos de maior gasto de energia e que apontem soluções para reverter essa situação.

· Divida a turma em grupos e solicite que criem um slogan para economia de energia na sua escola. Faça uma concurso com toda a sua turma para o melhor e mais criativo slogan. Depois, distribuam nos arredores da escola.

· Promova uma palestra na escola, convidando um técnico da companhia elétrica de sua cidade para explicar o funcionamento e a distribuição da energia elétrica de uma residência.

Aproveite essas dicas da melhor forma possível e torne-se, também, mais um agente contra o desperdício da energia elétrica. Participe com compromisso!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Os 10 livros que toda mulher de sucesso deve ler


Vários são os fatores que fazem uma mulher alcançar o sucesso, dentre eles, o conhecimento é um dos pontos chaves que embasa tanto habilidades como atitudes, pois leva a refletir sobre nossas ações e assim podemos ajustá-las de acordo com as oportunidades que nos surgem,  sendo esta uma das premissas para o sucesso de qualquer pessoa.

A lista que apresento aqui, não tem a pretensão de se tornar uma bibliografia obrigatória para mulheres,  até porque excelentes livros ficaram de fora, e vários outros ainda estão por vir, mas quero que com estas sugestões você possa ampliar seus conhecimentos para assim vencer e ter sucesso não somente na carreira, mas em todas as áreas que uma mulher deseja se destacar.

1 - Faça Acontecer – Mulheres, trabalho e a vontade de liderar, de Sheryl Sandberg

O livro lançado em 2013 pela Chefe Operacional do Facebook, apontada como a 10ª mulher mais poderosa do mundo pela revista Forbes, despertou polêmica ao levantar a questão da estagnação das mulheres em suas carreiras, apontando fatores relacionados a forma de agir e pensar como algo fundamental para o sucesso da mulher no âmbito profissional. O livro trás ainda sugestões  práticas de como resolver questões pessoais  para atingir um alto  potencial de desempenho e assim chegar ao topo nas organizações.

2 - Feito Homem – A jornada de uma mulher ao universo masculino, de Norah Vincent

Norah Vincent queria saber como realmente era a vida dos homens, pois muitas mulheres sempre acreditaram que eles vivem melhor do que elas. Para descobrir por si mesma se isto era verdade, por dezoito meses ela se disfarçou de homem e relatou tudo o que pode perceber neste livro, acerca do universo masculino. Tendo estado onde certamente nenhuma mulher esteve, Norah Vincent narra de forma bem humorada e cativante os muitos mistérios singulares da identidade de gênero.

3 - Nos negócios jogue como homem,  vença como mulher, de Gail Evans

De forma direta, Gail Evans faz uma análise realista e sincera do segredo para o sucesso nos negócios e ensina mulheres de todos os níveis de uma organização através de exemplos práticos, como participar do “jogo” aumentando assim as chances de sair vencedora.

4 - Homem líder, mulher líder, de Michael Gurian & Barbara Annis

O livro apresenta ferramentas científicas para que os leitores possam compreender o cérebro feminino e masculino além de entender a si mesmo e uns aos outros. Analisando a diferença de homens e mulheres e como através do equilíbrio de uma equipe mista, as empresas podem alcançar maior vantagem competitiva, utilizando o que cada gênero tem de melhor.

5 - Mulheres, elas fazem historia, de Mayla Di Martino

Com coragem e comprometimento social, 64 executivas integrantes do Espaço Mulheres Executivas (MEX-Paraná),  relatam os desafios enfrentados para chegar a posições de liderança. Além de refletir sobre as condições que podem tornar o mundo corporativo, mais afável ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, tanto para homens quanto para mulheres.

6 - Executiva, a heroína solitária, de Emerson Ciociorowski

Escrito de forma leve, cativante e fluída, o autor busca levar mulheres, a uma reflexão profunda, sobre a importância de seu papel na vida e sua responsabilidade na concretização de um mundo melhor. Através de temas instigantes, a leitora é convidada a explorar o potencial que cada mulher tem mas que consequentemente é esquecido por falta de tempo e coragem.

7 - Mulheres que correm com lobos – Mitos e Histórias do arquétipo da mulher selvagem, de Clarissa Pinkola Estes

Este livro propõe que toda mulher tem em si um lado a ser descoberto, uma essência selvagem e poderosa que procuramos esconder, ou não entrar em contato por medo de nós mesmas, no entanto, a autora descreve, através da análise de mitos que este lado feminino nos coloca frente a frente com nosso eu verdadeiro, transformando a realidade através da força que está por trás de cada mulher, contribuindo assim para que a essência feminina se fortaleça e possa guiar cada uma para o sucesso e realização pessoal.

8 - Marketing da Mulher,  de Vanda Neves

De forma clara e reflexiva, Vanda Neves desafia elas a promoverem mudanças que muitas desejam, mas acabam não concretizando. Com a proposta de ser um guia para mulheres o livro mostra através de princípios do marketing que é possível ser mulher e amante, ter uma carreira e ser mãe, abraçar muitas causas e ser uma pessoa mais feliz.

9 - Mulheres no topo – Como mulheres bem sucedidas conciliam trabalho e família, de Diane F. Halpern e Fanny M. Cheung

Através do depoimento de profissionais influentes, as autoras buscam mostrar que é possível conciliar família e trabalho através da discussão dos principais dilemas vividos pelas mulheres na sociedade contemporânea: ser uma boa mãe e esposa e ao mesmo tempo conquistar o sucesso profissional.

10 - A era da mulher – Entenda e prepare-se para a mudança econômica em curso, de Alison Maitland

O livro aponta a importância e a força econômica das mulheres, argumentando que a posição feminina como consumidoras, profissionais e lideres tem sido reconhecida como um indicativo de saúde, maturidade e viabilidade econômica. Apontando que as mulheres atualmente exercem um papel essencial para as soluções do mercado de trabalho, para a diminuição das taxas de natalidade e para a escassez de qualificações.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Exercícios de direito


A prática de estudar e fazer exercício de forma rotineira é uma necessidade para os estudantes de Direito que querem passar em concursos ou na OAB.

Existem alguns sites na internet que trazem testes/provas online. Eis alguns:

Questões de concursos

PCI Concursos

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Maior biblioteca pública da Europa tem 10 andares, jardim suspenso e wi-fi


Esqueça a imagem de livros de páginas amareladas, acumulados em prateleiras poeirentas. Combinando arquitetura, inovações e raridades shakespearianas, a maior biblioteca pública da Europa em número de visitantes redefine o conceito de local de conhecimento.

Localizada a cerca de 2 horas de Londres, a nova biblioteca de Birmingham deve atrair 3,5 milhões de frequentadores por ano, de acordo com as expectativas da organização. Com wi-fi gratuito em seus 10 andares e jardins suspensos, o prédio faz parte do plano de renovação da segunda maior cidade inglesa, mas já serve como referência a outras grandes bibliotecas no velho continente.

O UOL visitou o local, inaugurado no dia 3 de setembro pela jovem paquistanesa Malala Yousafzai. A ativista, que foi levada para Birmingham para receber tratamento após ser baleada pelo Talibã por defender a educação de meninas em seu país, mora atualmente na cidade. 

Em um momento em que o governo britânico tem fechado bibliotecas públicas pelo país, abatidas pela recessão, os números estimados para o espaço impressionam.

O prédio de 31 mil metros quadrados foi projeto por arquitetos holandeses para abrigar um milhão de volumes impressos – o maior acervo público no Reino Unido. Desses, 400 mil estão disponíveis para o público.

Conforme o diretor, Brian Gambles, o projeto totalizou £ 188,8 milhões (cerca de R$ 680,95 milhões) – £ 4,2 milhões (R$ 15,15 milhões) a menos do que o orçado.

"É sobretudo um local de transformação: sobre como temos transformado a vida das pessoas, com educação, e sobre como tornar uma biblioteca para a era digital", ressalta.

Após passar cinco anos trabalhando no projeto, a arquiteta Francine Houben, do escritório holandês Mecanoo, conta que tentou refletir no prédio uma cidade de população jovem e multicultural. Sua obra foi criada para desenvolver os sentidos.

"É uma ode ao círculo", explica Francine, em referência às formas circulares de diferentes elementos do edifício, como a rotunda de livros, que compreende três andares e conta com luz natural.

Não é apenas a leitura que deve atrair cerca de 10 mil visitantes por dia: o local inclui dois jardins suspensos, anfiteatro ao ar livre, área musical, biblioteca infantil e espaços para estudos com diferentes configurações, entre outros.

"Cada biblioteca é diferente. O que é único na de Birmingham é seu acervo e seu patrimônio", ressalta a arquiteta, que deve ir a São Paulo no final de outubro para uma palestra.


Shakespeare no topo
A biblioteca de Birmingham conta com uma das maiores coleções de William Shakespeare no mundo. O dramaturgo inglês – nascido em Stratford-Upon-Avon, cidade na mesma região inglesa – é homenageado em um espaço histórico, remontado no topo do moderno edifício.

A sala fazia parte originalmente da segunda biblioteca da cidade, inaugurada em 1882 (após um incêndio ter destruído o primeiro prédio). Em estilo vitoriano, com painéis de madeira e gabinetes de vidro, ela foi removida inteiramente e restaurada.

Apesar de a coleção shakespeariana ter se tornado maior do que a capacidade da sala já no início do século 20, ela ainda está abrigada no prédio. São 43 mil livros, incluindo as quatro primeiras coleções publicadas das peças teatrais do autor (conhecidos como "Folios") e edições raras de obras individuais impressas antes de 1709.  

As prateleiras do espaço também dispõem de outros importantes acervos, que passam por digitalização para ser disponibilizado ao público. Alguns podem ser conferidos em mesas com touch screen, desenvolvidas especialmente para a biblioteca.

Uma das preciosidades é o arquivo da empresa Boulton & Watt, o mais importante da Revolução Industrial, com cerca de 29 mil desenhos industriais da época.  No catálogo online, há menção da venda de uma máquina a vapor para a cunhagem de moedas para o Brasil, em 1811.

Entre as mais de 8,2 mil publicações datadas antes de 1701, estão três livros impressos em 1479 pelo primeiro gráfico inglês, William Caxton, em perfeito estado. A edição do "Birds of America" ("Aves da América"), publicado pelo naturalista John James Audubon na primeira metade do século 19, figura entre os mais caros do mundo devido sua raridade e é um dos destaques.

Além disso, a biblioteca pública de Birmingham é a única no Reino Unido a ter uma das coleções nacionais de fotografias, com mais de 3,5 milhões de imagens.  

Em outubro, o espaço deverá receber escritores renomados como Lionel Shriver (autora de "Precisamos Falar sobre Kevin" e "O Mundo Pós-Aniversário") e Carol Ann Duffy (escritora e poetisa escocesa, primeira mulher a ser indicada como "Poeta Laureado" do Reino Unido) durante o festival de literatura de Birmingham. 

A expectativa é que a biblioteca se torne um novo destino turístico na região central da Inglaterra.  

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Confira oito dicas para melhorar a habilidade de falar em público


No decorrer da história, o poder da oratória sempre foi utilizado como uma das mais importantes formas de influenciar as outras pessoas. Hoje, isso não é tão diferente. Saber se comunicar é uma das competências que as empresas mais buscam nos profissionais.

“Quem fala bem, de forma articulada e sensata, consegue defender melhor suas ideias, produtos ou serviços e influenciar positivamente as pessoas”, afirma Stephan Lucas, professor de comunicação da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA, e autor de "A Arte de Falar em Público", lançamento da Bookman Editora. Ele reforça que essa capacidade melhora a performance de profissionais em entrevistas de emprego, reuniões, negociações e no relacionamento interpessoal.

No entanto, falar em público é algo que ainda assusta muita gente. Não faltam pessoas que se sentem acuadas quando, em algum momento, surge ou é preciso se expor para outras pessoas. Para ajudar nesse momento, o especialista Stephan Lucas elencou oito dicas que podem favorecer e melhorar a habilidade de se falar em público. Veja abaixo as dicas do professor:

1 – Use o nervosismo a seu favor


Se você fica tenso ao falar em entrevistas de emprego, reuniões e apresentações, saiba que a maior parte dos grandes empresários e oradores sentem o mesmo. O segredo é utilizar essa tensão a seu favor, transformando-a no que os psicólogos chamam de nervosismo positivo. Dessa forma, é possível controlar e até retirar forças desse sentimento, deixando de ser vítima dele. 

A principal maneira de vencer o nervosismo negativo é estimular pensamentos e imagens mentais positivas. “Para cada pensamento negativo, é preciso criar cinco positivos”, diz o especialista. Entender que apenas uma pequena parcela da tensão de uma pessoa é percebida pelas outras e evitar o perfeccionismo também ajudam a lidar com o sentimento.
2 – Aprenda a escutar

A maioria das pessoas ouve de forma passiva, sem efetivamente absorver o conteúdo. Para ser um ouvinte ativo, é preciso desenvolver esse hábito com treinamento e disciplina. Algumas ações podem ajudar: esforce-se para compreender o ponto de vista do orador; não interrompa e nem conclua as frases antecipadamente; não se deixe distrair por interferências internas ou externas; e não julgue o interlocutor. 

“O foco é outro item essencial a um bom ouvinte. Como pensamos mais rápido do que ouvimos, é fácil deixarmos nossa atenção escapar”, afirma o especialista. Ele conta que uma dica para manter a mente focada é pensar à frente do orador e tentar prever o que vem em seguida, com o cuidado de não tirar conclusões precipitadas. Outra forma de manter a mente atenta é revisar mentalmente o que o orador disse e confirmar se você de fato compreendeu.

3 – Desenvolva seu pensamento crítico                               


Às vezes as pessoas sentem que têm as informações corretas, que o argumento do outro está errado, mas não conseguem se expressar de forma efetiva. A questão é: falar bem exige aprender a pensar bem, para ter a capacidade de organizar e enxergar com clareza as relações entre as ideias.
Atividades como leitura, exercícios de raciocínio crítico e interpretação de textos e palestras ajudam a desenvolver o pensamento crítico. Assim, é possível aprender a identificar pontos fracos no argumento do outro para evitá-los em seus próprios argumentos.

4 – Use exemplos

Os exemplos ajudam a esclarecer e reforçar as ideias. Eles transformam ideias abstratas em concretas e compreensíveis aos ouvintes. Ensaiar a narração de exemplos longos é uma boa maneira de deixá-los mais interessantes, já que eles são como histórias e dependem tanto da forma como são contados quanto do conteúdo. “As pessoas em geral são mais influenciadas por exemplos claros e pessoais. Mas exemplos que trazem dados estatísticos também podem ser úteis em determinados momentos”, comenta Lucas.

5 – Não seja etnocêntrico

Convivemos, nas várias esferas da nossa vida, com pessoas de diferentes descendências, culturas e religiões. Isso exige cuidado com a crença de que nosso grupo ou cultura é superior aos outros – chamada de etnocentrismo. Nesse sentido, devem ser evitadas comparações que identificam um grupo como melhor do que outros. Para ser um comunicador persuasivo em um mundo multicultural, você̂ precisa ter em mente que as pessoas têm crenças e costumes diferentes.

6 – Planeje

Sempre planeje o que você irá falar em ocasiões importantes como entrevistas, reuniões, negociações e apresentações. Procure organizar as suas frases da maneira mais objetiva possível e defina onde quer chegar com cada uma. Também é importante definir as etapas da sua fala; começo, meio e fim devem estar bem divididos. Outro ponto fundamental é se preparar para os possíveis questionamentos sobre os seus argumentos.

7 – Seja ético

Quando expomos uma ideia, assumimos a responsabilidade por ela. Por isso, é importante avaliar se os seus argumentos são eticamente fundamentados. Você acredita no que fala? Suas frases são coerentes com o bem estar dos demais? Em entrevistas de emprego ou negociações, por exemplo, é importante encontrar o equilíbrio para vender bem seu trabalho ou produto/serviço de forma verdadeira. Não é novidade que mentir em entrevistas de emprego e negociações pode trazer consequências bastante negativas, já que a verdade sempre acaba vindo à tona.

8 – Preste atenção na linguagem

Durante a comunicação, a linguagem utilizada deve ser precisa e clara. Para utilizar as palavras com precisão, reflita sobre o que você quer dizer, exatamente. O dicionário é um bom aliado nesse caso. Utilizar palavras familiares e concretas e evitar a redundância são formas eficazes de deixar as frases mais claras e ser imediatamente compreendido pelos ouvintes.
 Fonte: Administradores